domingo, 19 de junho de 2016

Um Poema Criminal

Quando em quando, lá
Onde as rochas encontram as águas
Morre alguém. Aquela velha história
Do corpo não identificado
Da lista de desaparecidos
Dos cartazes, inúmeros rapazes
E moças, desvelorizados

Famílias inteiras destroçadas
Pelas mãos de nossos algozes
Lágrimas silenciosas no final do corredor
Escorrem e lavam as escadas do morro
De nóis mesmos

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